PCdoB rechaça calúnia de Veja e apoia ministro Orlando

Categoria: Política. Postado em 17/10/2011 por Leandro – Seja o primeiro a comentar

Fonte: http://renatorabelo.org/noticias/pcdob_rechaca_calunia_de_veja_e_apoia_ministro_orlando

Na edição que circula desde este sábado, dia 15, a revista Veja, sem apresentar provas, acusa o PCdoB de ter montado “uma estrutura dentro do Ministério do Esporte para desviar dinheiro público”. Diz que o ministro do Esporte Orlando Silva seria o “chefe” desta operação fraudulenta. O presidente do PCdoB Renato Rabelo, no final da tarde de hoje, dia 15, deu uma entrevista a jornalistas da TV Brasil e Rede Brasil, em São Paulo, na sede nacional da legenda. No encontro, ele rechaçou os ataques desferidos contra o PCdoB e defendeu o ministro Orlando Silva. Este blog acompanhou a entrevista e, também, ouviu Renato Rabelo sobre o assunto. A seguir leia a reação de Renato ao ataque contra a legenda que ele preside e ao ministro do Esporte.

Resposta de Orlando foi segura e esclarecedora

O ministro Orlando Silva tanto através de uma nota à imprensa divulgada pelo Ministério quanto por uma entrevista coletiva concedida no México, no dia de hoje (sábado, dia 15), apresentou uma defesa nítida e firme. Seguro e convicto de que tudo não passa de calúnia e armação, ele mesmo apresentou um pedido ao ministro da Justiça para que a polícia federal investigue as denúncias apresentadas por esse caluniador, João Dias. E, mais, já no início da próxima semana, também por sua iniciativa, Orlando irá à Câmara dos Deputados para desmascarar cabalmente essa acusação leviana. O ministro nos pronunciamentos já referidos apresenta um fato, por si só, esclarecedor. Esse indivíduo João Dias firmou em 2005 e 2006 dois contratos com o Ministério do Esporte referentes ao Programa Segundo Tempo. Recebeu o dinheiro previsto no contrato e não realizou as obrigações devidas. Resultado, o ministro Orlando encaminhou um expediente ao Tribunal de Contas da União (TCU) que exige que João Dias devolva aos cofres públicos mais de 3 milhões de reais, atualizados pelos valores de hoje. Tudo indica, portanto, que esse cidadão age por vingança, por represália contra a medida moralizadora do Ministério do Esporte.

Sem prova alguma, PCdoB é acusado.

A reportagem lança uma acusação caluniosa ao PCdoB de desvio de dinheiro público para caixa dois de campanha. E qual prova apresenta? Nenhuma. Não há na reportagem absolutamente nada para sustentar tão grave acusação. A revista se apoia tão somente nas palavras de João Dias que, em suas declarações, não apresenta nenhuma prova concreta. E mais. Ele é um indivíduo sem idoneidade. Ano passado foi preso, acusado por corrupção, é um soldado investigado pela própria polícia militar. Além disso, é réu em processo do Ministério Público Federal. Um esclarecimento: a reportagem repete, por várias vezes, que João Dias “é militante do PCdoB”. Não  procede. Na verdade teve um vínculo efêmero com a nossa seção do Distrito Federal. Soldado da polícia militar se filiou para se candidatar em 2006 e, imediatamente, depois da eleição, conforme a legislação estipula, foi desligado de nosso Partido. Eu pergunto: é correto – com base apenas nas palavras de uma pessoa com uma trajetória como essa, com folha corrida na polícia – uma revista lançar um ataque contra a honorabilidade de um Partido como o PCdoB, com 90 anos de atuação no país? Claro que não, é uma ignomínia que não tem nada de jornalismo. Pelo contrário, é algo que afronta o direito do povo de ter uma comunicação de qualidade, com um jornalismo baseado na verdade.

Campanha orquestrada contra o PCdoB

Desde o início do ano o PCdoB tem sido alvo de sucessivos ataques deste tipo, visando a manchar sua reputação. Usam sempre uma mesma fórmula: assacam contra lideranças do Partido que exercem responsabilidades no governo federal para, de tabela, atingir o Partido, como instituição. Em todos os casos – como este agora da matéria de Veja –, na ausência de fatos, na inexistência de provas, recorrem a um enredo falso e a testemunhas desqualificadas, sem idoneidade.
Fico pensando que a motivação mais de fundo disso vem do campo político conservador, reacionário, que não se conforma com o fato de um partido de esquerda, como o PCdoB, a um só tempo histórico e renovado, ser uma legenda que cresce e se fortalece na sociedade brasileira. Ao que parece é uma tentativa desesperada de querer jogar o PCdoB na vala comum. Mas, não vão conseguir.

PCdoB de Caçador realiza Conferência Municipal

Categoria: Política. Postado em 18/09/2011 por Leandro – Seja o primeiro a comentar
Conferência Municipal do PCdoB Caçador/SC - 2011

Conferência Municipal do PCdoB Caçador/SC - 2011 - Câmara Municipal de Caçador

O Comitê Municipal do PCdoB – Partido Comunista do Brasil, realizou no dia 16/09/2011 na Câmara Municipal de Caçador a sua Conferência Municipal para discutir sobre a situação política atual do município, o projeto político eleitoral para as eleições de 2012 e eleição da nova direção municipal.

Como resultado, ficou aprovado o objetivo de construir chapa majoritária e proporcional para as eleições de 2012 e foi eleita a nova direção do partido que ficou com a seguinte composição:

Presidente: Leandro Souza de Matos
Vice Presidente: Célia Paulina Geremia da Silva
Secretário de Finanças: José Francisco da Silva
Secretário de Organização: Paulo Sergio de Moraes
Secretário de Formação: Márcio Roberto Goes
Secretário de Juventude: Daniel Portella Nunes
Membros: Suelen Correia, Luiz Eduardo Ruppel, Eliane Stoffeushaus e Valmira Moriggi.

Na ocasião, também foram eleitos os delegados que representarão o município na Conferência Estadual do partido que acontecerá nos dias 05 e 06/11 em Florianópolis.

Plenária: Juventude e os Desafios da Educação Catarinense

Categoria: Educação. Postado em 09/09/2011 por Leandro – Seja o primeiro a comentar

Plenária: Juventude e os Desafios da Educação Catarinense

É preciso liderar

Categoria: Política. Postado em 16/06/2011 por Leandro – Seja o primeiro a comentar

Fonte: http://www.portaldaorganização.org.br/?p=6709

* Por Walter Sorrentino

Em ano de entressafra eleitoral, com uma orientação política clara, as diretivas traçadas pelo Comitê Central vêm sendo desenvolvidas em todo o país, com ênfase não apenas na construção do projeto eleitoral 2012, mas igualmente no conjunto da intervenção e fortalecimento da vida partidária. O partido foi pólo ativo no amplo debate nacional sobre o Código Florestal e, igualmente, no Fórum das Centrais Sindicais e na Coordenação dos Movimentos Sociais; há vitórias na atuação sindical com os comunistas no interior CTB, das mulheres no recente Congresso da UBM, no movimento estudantil com o próximo congresso da UNE, e a vitória no Congresso da CONAM, que abrange o movimento comunitário.

Foram realizados encontros nacionais expressivos no tocante à comunicação, às questões de partido e sindical. O Fórum de Movimentos Sociais, o Fórum de Parlamentares que organiza a campanha contra o fim das coligações no âmbito da reforma política, os seminários e atividades da Fundação Maurício Grabois foram todos eventos muito concorridos, com milhares de participantes, e que vêm se reproduzindo nos Estados. Marca saliente é a participação massiva, de certo modo inédita, dos comitês municipais das maiores cidades do país: a orientação nacional está chegando mais aos meandros partidários. As frentes de direção do trabalho internacional, da mídia, saúde, cultura, direitos humanos, meio ambiente, contra a discriminação racial, esporte e todas as demais continuam desenvolvendo ações e elaborações intensivas.

A questão saliente de o PCdoB se apresentar como alternativa política efetiva mobiliza muitos quadros da sociedade.  O propósito de se abrir para a sociedade e para o povo vem provocando um frêmito de expectativa quanto a abrigar lideranças emergentes e dar lugar a uma identidade partidária ainda mais característica de nosso povo. Ao mesmo tempo, o partido vinca a imagem de que pode assumir e cumprir compromissos com os que ingressam tendo em vista um projeto político comum, ao lado do esforço claro de reforçar a estrutura de direções e de vida militante que assegurem a unidade do projeto com a política no posto de comando.

É mais uma relativa mudança de fase, como vem ocorrendo nos últimos anos. As linhas definidas são as responsáveis por esse percurso e elas devem estar no foco dos esforços da direção nacional, por consolidá-las e extrair delas todas as consequências.

Um partido amplo, de múltiplas intervenções, mais influente é, consequentemente, mais complexo de dirigir e unificar. Entre as múltiplas dimensões a alcançar, destaco a que ainda é pouco visível ou assimilada: é preciso liderar com mais intensidade o discurso político-organizativo da vida partidária, como parte da consolidação do papel do PCdoB. A vida mostra que esse é um diferencial dos comunistas, ao tempo em que os partidos políticos em geral estão imersos em grande pragmatismo de curto prazo e dedicam pouca ou nenhuma energia à questão militante.

Por vários anos o discurso do PCdoB nessa matéria acentuou o crescimento das fileiras partidárias: não ser apenas um partido de quadros, mas um partido leninista de quadros e de massa. Isso segue indispensável. Assim, foi um avanço compreender que a construção partidária se efetiva no plano político, ideológico e organizativo, de tal sorte que ela envolve todas essas esferas, necessariamente, em diferentes perspectivas. Para dar conta disso, se constituiu o conceito de estruturação partidária, o qual materializa as linhas políticas da construção em condições concretas.

Essa é linha política de estruturação partidária. A nervatura é a política justa no comando, a identidade partidária e a estrutura organizada; esta se assenta inteiramente na política de quadros e nos pressupostos de vida militante de base. O 7º Encontro Nacional sobre Questões de Partido, realizado em abril último, em São Paulo, produziu orientações claras e renovadas quanto a isso. Como toda linha política, envolve luta por sua assimilação e implementação prática. Esse é o esforço em curso hoje. Nas conferências do segundo semestre estará à prova, para produzir um sistema de direções estaduais mais fortalecidas, apoiadas em comitês municipais mais maduros em cerca de 2.500 municípios e retemperar a militância em toda a extensão. O alvo especialíssimo são as 300 maiores cidades do país.

A questão é que com a maior e diversificada influência do PCdoB, desenvolvendo-se às centenas os quadros partidários, líderes em seus campos de ação, há um relativo vazio quanto a liderar, no interior do partido, o discurso político-organizativo da vida partidária. Essa não é matéria organizativa, mas de todos os dirigentes partidários; não é também “questão interna”, porque o tema partido (ou crise dos partidos) se transformou em debate que alcança parcelas combativas da sociedade.

Hoje compreendemos melhor que antes a questão de integrar decisivamente política e organização, e o de incentivar a liderança do discurso político-organizativo da maior vida partidária. Isso, em suas respectivas dimensões, abrange a todos os quadros, onde quer que atuem. E se os principais líderes políticos e de massa do partido não o encabeçam ou lhe dão sustentação, tanto quanto os presidentes e secretários de comitês, não ganha credibilidade, reduz-se indevidamente a tarefas organizativas esquemáticas e impotentes.

Dos gabinetes ministeriais e parlamentares até as frações de entidades representativas; das direções partidárias às bases que precisam se consolidar em atuação mais regular; da atuação no movimento social até o da academia e instituições da ciência, há sempre novas exigências para melhorar a atuação organizada e unitária dos comunistas. Que sentido tem fortalecer direções se elas não se reúnem regularmente? Que sentido tem ampliar as fileiras se elas não produzem vida associativa dos militantes em formas diversas e regulares de organizações desde a base? Por quê esse discurso deveria ser confinado a uma dimensão meramente “organizativa” e segmentada, ao invés de ser universal, e afirmado por todos? Em várias direções estaduais, hoje, não há quem se disponha a liderar o discurso político-organizativo e, realmente, não há como fazê-lo sem que os presidentes se ponham à frente.

A questão é essa: as lideranças políticas do PCdoB, seus agentes públicos, as lideranças internas, em primeiro lugar os presidentes e secretários de organização, todos precisam se apresentar perante os 300 mil inscritos no Partido, com essa mensagem. Escrever, proclamar, agitar, educar, promover esse esforço. Esse é o legado maior e mais imediato do 7º Encontro, para este momento: reforçar esse discurso e a liderança desse discurso em todo o partido. As conferências são o momento crucial que nos põe à prova nesse rumo e, se vencermos, será outro poderoso fator de avanço do PCdoB e educação da militância. A linha justa se comprova na prática e ela estará submetida ao teste maior no segundo semestre.

* Walter Sorrentino é médico, secretário nacional de organização do Comitê Central

Para PCdoB, mudança na Casa Civil é positiva

Categoria: Geral. Postado em 08/06/2011 por Leandro – Seja o primeiro a comentar

Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=156003&id_secao=1

A mudança na Casa Civil, com a posse da senadora Gleisi Hoffmann nesta quarta-feira, no lugar de Antônio Palocci, é vista como uma ação positiva pelo PCdoB, que faz parte da base aliada. Para o presidente nacional do Partido, Renato Rabelo, “a presidente terá melhores condições para aprimorar os seus méritos e exercer plenamente a liderança política necessária à manutenção da coesão da base aliada e a condução consequente de sua sustentação econômica e social”.

O líder do PCdoB, deputado Osmar Júnior (PI), acredita que com a posse da nova ministra, a situação volta à normalidade. Ele também avalia que com essa decisão (de troca de ministro), “a presidente Dilma retoma a orientação da política e promove mudanças substanciais quando recoloca a Casa Civil como gestora, com atuação dedicada à gestão, dando a responsabilidade do acompanhamento político à Secretaria de Relações Institucionais”.

Os líderes comunistas destacam que em recente decisão do Comitê Central Político, no último final de semana, o partido já havia se manifestado sobre essa possível mudança. “A crise na qual estava envolvido o Palocci exigia uma solução que reforçasse a autoridade da presidente Dilma Rousseff, principalmente porque existia um anseio na base de que a solução para a questão fosse encontrada com a maior brevidade possível para que o governo pudesse dar curso ao bom começo de sua gestão”, disse Renato Rabelo.

Osmar Júnior complementa dizendo que “o processo de gestão da presidente naturalmente a levará cada vez mais a ter um governo com sua cara”. E acrescenta: “vai avançando nessa direção”.

A avaliação do PCdoB à indicação do nome da senadora Gleisi Hoffmann também é positiva. Renato Rabelo diz que é uma liderança jovem que surge no Paraná e alia dois aspectos importantes para esse papel para o qual foi indicada: “capacidade técnica e administrativa e goza de grandes predicados políticos, podendo assim contribuir para o avanço do governo na fase atual”.

PCdoB reúne Comitê Central e analisa caso Palocci

Categoria: Política. Postado em 06/06/2011 por Leandro – Seja o primeiro a comentar

Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=155745&id_secao=1

 

O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realiza neste final de semana (4 e 5) sua 7ª reunião plenária. A instância dirigente dos comunistas brasileiros examina extensa pauta, que começa pela análise da conjuntura política.

Na abertura da reunião, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, disse que o sistema de poder mundial evolui no sentido da rápida ascensão da China, da semiestagnação dos EUA e do fortalecimento e crescimento sistêmico do Brics, agora ampliado com a África do Sul. Isto comprova, em sua opinião, que a assertiva do 12º Congresso do partido, realizado em outubro de 2009, de que o mundo encontra-se em transição “é mais do que verdadeira”.

Para Renato, “diante dessa perda gradativa de seu domínio mundial, os EUA apelam cada vez mais para a força das armas a fim de manter sua hegemonia. Obama tira a máscara e mostra quem é e a que veio”.

O presidente do PCdoB reafirmou a compreensão dos comunistas brasileiros de que “a essência do imperialismo não se esconde e na realidade há uma intensificação dos objetivos de guerra dos EUA”.

Palocci deve explicações

A análise da situação nacional começou pela constatação de que a boa avaliação da presidente Dilma nos 100 primeiros dias de seu governo, é seguida, ao se completarem cinco meses, por uma crise, desencadeada pelas denúncias de enriquecimento ilícito e tráfico de influência do ministro chefe da Casa Civil, a partir das evidências de um meteórico aumento de seu patrimônio pessoal e de sua empresa de consultoria. Renato Rabelo considera que o episódio “ainda carece de explicação”.

Agora, o governo está numa sinuca de bico: defende ou demite Palocci, duas situações desgastantes.

Na opinião do presidente do PCdoB, a crise na Casa Civil, assim como a derrota sofrida pelo governo na votação do Código Florestal, revelam debilidades na coordenação política.

Particularmente em relação à votação do novo Código Florestal, segundo Rabelo, “a coordenação política do governo demonstrou inabilidade, arrogância e incompetência e teve uma atuação desastrada”.

Os comunistas avaliam como positivo que a presidente Dilma esteja procurando retomar a iniciativa política, com a convocação do Conselho Político do governo, integrado por 17 partidos. “Dilma apresentou agendas positivas e realizou encontros com parlamentares da base, lançou o plano Brasil sem Miséria, para retomar a agenda afirmativa e positiva. Este plano é o projeto social mais importante do governo e merece apoio do partido”, asseverou Renato Rabelo, que criticou duramente a oposição: “sem rumo, seus paradigmas perderam toda a legitimidade, dividida quanto à escolha do comando partidário (PSDB) e do futuro candidato presidencial para 2014”.

O presidente do PCdoB ressaltou ainda a profunda crise do DEM, que tem perdido muitos quadros parlamentares para o novo partido em formação, o PSD, do prefeito paulistano Gilberto Kassab.

PCdoB: contribuição positiva

Renato Rabelo considera positivo o balanço da condução política do partido. Empenha-se na luta pelo êxito do governo Dilma, para impulsioná-lo na concretização do Plano Nacional de Desenvolvimento, referência programática importante dos comunistas. “Apresentamos opiniões e propostas de política econômica, pelo equilíbrio entre desenvolvimento e estabilidade, por reformas estruturais democráticas, pela reforma política democrática com o aperfeiçoamento do sistema eleitoral e partidário”, assegurou o presidente da legenda comunista, para quem tem sido grande a contribuição do partido nas esferas governamental, parlamentar e nos movimentos sociais.

Renato Rabelo reafirmou a defesa do novo Código Florestal, elogiando o relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), um dos mais destacados dirigentes do partido.

Reforma política

A luta pela reforma política foi um dois pontos mais ressaltados na intervenção de abertura da reunião do Comitê Central. Advertindo para o risco de “grave retrocesso”, se prevalecer a proposta de proibir as coligações nas eleições proporcionais, o presidente do PCdoB evidenciou o caráter da reforma política pretendida pelo partido: uma reforma democrática.

Renato Rabelo aproveitou a oportunidade para informar ao pleno do Comitê Central sobre o consenso inicialmente alcançado pelos quatro partidos de esquerda da base do governo (PT, PSB, PDT e PCdoB), que se reuniram recentemente com Lula: defesa do pluralismo partidário, político e ideológico, do voto proporcional, do financiamento exclusivamente público, da fidelidade partidária, da unificação do calendário eleitoral e da regulamentação de plebiscitos e referendos.

Sobre as coligações proporcionais o PT, embora seja contrário, comprometeu-se a “flexibilizar a posição” e o PSB, depois de reunida sua direção, concordou em apoiar a proposição do PCdoB.

Partido vivo e atuante

O Comitê Central do PCdoB iniciou o debate sobre o projeto eleitoral de 2012. Na opinião de Renato Rabelo, o partido reúne grandes possibilidades de crescimento, inclusive com a eleição de prefeitos em algumas capitais e cidades médias.

“O PCdoB é um partido em crescimento, vivo e atuante”, concluiu.

A primeira sessão de trabalho da 7ª reunião do Comitê Central do PCdoB foi concluída com uma sentida homenagem a Adelino Ramos, o Dinho, militante comunista assassinado em 27 de maio por sicários a serviço de madeireiros e latifundiários.

Da Redação, com informações da Secretaria de Comunicação do Comitê Central do PCdoB

Angela Albino defende fim do foro privilegiado para parlamentares

Categoria: Política. Postado em 02/06/2011 por Leandro – Seja o primeiro a comentar

Fonte:  Angela Albino defende fim do foro privilegiado para parlamentares – Notícias de Santa Catarina – Portal Vermelho.

A deputada estadual Angela Albino (PCdoB) subiu à tribuna da Assembléia Legislativa nesta quarta-feira (1º) para defender o fim do foro privilegiado para parlamentares acusado de cometer crimes comuns.

Angela Albino citou como exemplo o caso do ex-deputado catarinense preso pela Polícia Civil sob acusação de ter cometido crimes de estupro de vulnerável, corrupção de menores e favorecimento à prostituição.

Quando surgiram as primeiras denúncias, conforme divulgado pela imprensa, o ex-parlamentar estava exercício de mandato federal, razão pela qual a denúncia, se recebida pelo Ministério Público, teria que ser remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF), órgão competente para processar parlamentares.

- É tempo de nós revermos o privilegio de foro. Nós todos, da classe política deste país, temos o dever de dizer que não pactuamos que se suspenda um processo judicial dessa monta apenas porque o acusado é parlamentar – defendeu a deputada, que classificou como “excrescência” e “resquício da ditadura” o privilégio de foro por prerrogativa de função.

Para Angela Albino, os parlamentares devem ser preservados apenas no que diz respeito à opinião, que é “sagrada”, definiu a parlamentar.

Assessoria de imprensa

Vadios

Categoria: Educação. Postado em 26/05/2011 por Leandro – Seja o primeiro a comentar

Por: Márcio Roberto Goes – www.marciogoes.com.br

Fonte: http://www.marciogoes.com.br/2011/05/vadios.html

Durante nossa greve, semana passada estivemos mobilizados no início de uma certa noite, no semáforo da parte baixa da Avenida Barão do Rio Branco… Acompanhavam-nos faixas e cartazes expondo nossa indignação frente às atitudes de um governo estadual que não quer cumprir uma lei federal, fato que já constitui uma ilegalidade daqueles que deveriam lutar pelo cumprimento da lei, afinal foram eleitos pelo povo para representá-lo e defender seus princípios… Porém, existem outros interesses que precisam ser atendidos primeiro, principalmente daqueles que injetaram dinheiro, na maioria das vezes de procedência duvidosa, na campanha daquele que já foi eleito “colombo” quente e obediente aos princípios do capitalismo que financiou seu pleito…

Lá estávamos nós, fazendo nossa parte, “botando a cara na rua”,pedindo que se cumprisse a lei… Muitos populares se aproximavam,alguns solidários à luta, outros de cara feia, afinal interrompíamos o dos conformados… Virei-me, por um momento para trás e, por entre a vitrina de uma loja infantil que tem nome de bruxa, entre os manequins e mostruários, vi uma moça bonita, certamente vendedora, balbuciava algo de forma a deixar dúvidas sobre o fato de querer ser ouvida… Mas pude ler claramente em seus lábios: V a d i o s…

Pois bem, sou um vadio que passou a infância e adolescência numa família que precisava lutar diuturnamente pela sobrevivência até que um de seus filhos, após ser explorado num chão de fábrica, resolve abraçar a profissão que julgava a mais importante e digna de todas: Professor…

Sou um vadio que estudou todo o ensino fundamental em escola pública, tendo que juntar as moedinhas para comprar os materiais e didáticos que, na época, não eram fornecidos pelo governo… Alfabetizado pela própria mãe e complementado pelas cartilhas: Barquinho Amarelo, O menino azul e o : Português Dinâmico de quinta a oitava séries…

Sou um honorável vadio que cursou, com a mesma dificuldade, o magistério: quatro anos e meio de ensino médio me preparando para ser professor das séries iniciais… Aprendi lá, muita coisa que nem mesmo a faculdade me ensinou…

Este que vos escreve, é um digníssimo vadio, beneficiário do artigo 170, única opção para os menos abastados cursarem uma graduação no início dos anos 2000, ainda assim, com direito a apenas trinta por cento de desconto no valor das mensalidades…

Mas, a partir da primeira fase do curso de letras, sou um vadio, orgulhosamente atuante em sala de aula, com um infeliz intervalo de dois anos num cargo de confiança, que só me despertou desconfiança perante a politicagem que ainda impera nos bastidores desta política que só dá poder a quem já é poderoso e empobrece quem já é pobre…

Desde que me tornei educador, sou um vadio que trabalha quarenta horas semanais para garantir uma remuneração que não representa nem a metade daquilo que outros profissionais com o mesmo nível de graduação contemplam em seus contracheques…

Sou um magnífico vadio que investiu numa pós-graduação que me deu o título de especialista em análise e produção de texto, a fim de ajudar meus amados alunos a descobrirem o escritor em potencial que existe em cada um deles… Sou vadio do tipo que mostra a cara na rua e na capa do jornal com um único propósito: Dar uma aula de cidadania, com a ajuda de muitos companheiros que ainda alimentam o sonho de uma escola pública de qualidade…

Este magnífico escritor meia-boca encerra com um recado para esta querida vendedora, extensivo a todos que ainda nos incluem o adjetivo “vadio”: Se você tem um emprego digno hoje, se sabe se expressar a ponto de ser vendedora e ter vocabulário suficiente para convencer o cliente da qualidade daquilo se propõe a vender… Enfim, se você é uma cidadã de bem, entre outros, é graças aos vadios como eu que passaram pela sua vida quando esteve em sala de aula…

Márcio Roberto Goes

Eixos estratégicos para a agenda nacional de desenvolvimento

Categoria: Geral. Postado em 28/07/2010 por Paulo Moraes – Seja o primeiro a comentar

Eixos estratégicos para a agenda nacional de desenvolvimento

Há um acordo geral sobre os rumos, e sobre os principais eixos de mudança que se verificaram nos últimos anos: política redistributiva, consumo de massa, condução prudente da macroeconomia, diversificação de mercados externos, reforço do mercado interno, condução exemplar no enfrentamento da crise financeira, a importância crescente dos desafios ambientais, a articulação latinoamericana. No conjunto, aparece no horizonte a construção de um universo de desenvolvimento mais equilibrado para o Brasil. O artigo é de Ladislau Dowbor.

Ladislau Dowbor

1 – O papel do Estado: desafios da gestão democrática
2 – O papel das tecnologias: a transição para a economia do conhecimento
3 – Os novos horizontes da educação
4 – Trabalho decente e inclusão produtiva
5 – Uma política nacional de apoio ao desenvolvimento local
6 – O papel das infraestruturas: transportes, energia, comunicação, água
7 – O potencial da agricultura
8 – Intermediação financeira: o crédito como fomento
9 – Política tributária
10 – Políticas ambientais
11 – Políticas sociais

Não se trata aqui de detalhar os planos setoriais, ou insistir na importância da educação, da saúde, da cultura, dos transportes e semelhantes, uma listagem que seria longa das necessidades. Busca-se identificar os principais desafios, ou eixos estratégicos de ação que mais poderiam ter efeitos multiplicadores sobre o conjunto das nossas atividades. De certa forma, buscar as iniciativas que liberam potenciais latentes. A modernização do aparelho de Estado, com as suas amplas ramificações, pode aqui servir de exemplo de eixo estratégico. Em termos de objetivos, a visão aqui, evidentemente, não se restringe a acelerar o crescimento, pois se busca, além da eficiência econômica, os resultados mais amplos em termos de qualidade de vida e de desenvolvimento sustentável. A quantidade não basta, e cada vez mais é a evolução qualitativa que está se tornando central no horizonte brasileiro. O objetivo geral é uma sociedade que funcione melhor, mas que as melhorias sejam sentidas por toda a gente, e que não seja às custas das futuras gerações.

1 – O papel do Estado: desafios da gestão democrática
Preocupações excessivamente ideológicas têm travado as necessárias mudanças para um Estado mais eficiente. A crise financeira de 2008 ajudou a convencer a sociedade de que o Estado tem de ter uma presença atuante, não só como regulador como no caso das finanças, mas como indutor do desenvolvimento, redistribuidor no caso de promoção dos equilíbrios sociais e regionais, e frequentemente, como no caso das políticas sociais e de grandes infraestruturas, como executor ou contratante. Está sendo igualmente resgatada a importância do Estado como planejador, dimensão que permite que se articulem as visões sistêmicas e de longo prazo, e que as opções sejam amplamente debatidas.

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Até quando seremos ignorados

Categoria: Geral. Postado em 25/07/2010 por Paulo Moraes – Seja o primeiro a comentar

ATÉ QUANDO SEREMOS IGNORADOS?

Numa sociedade democrática, pensar a educação e traçar suas diretrizes não pode ser privilégio de um pequeno grupo, deve ser o resultado de um amplo debate, envolvendo todos os agentes envolvidos no processo. No entanto, o que nós, professores, estamos vivenciando aqui na rede estadual de Santa Catarina é uma situação extremamente preocupante. Parece que nós, professores, somos sujeitos tornados objetos, colocados fora do processo histórico, fragmentados em nossa humanidade, retalhados, sufocados numa prática pedagógica contraditória, destituída do diálogo, como se fôssemos incapazes de pensar e tomar decisões.
Senão vejamos:

O processo pedagógico de ensino e aprendizagem recebe pouca atenção e fica sob a responsabilidade de cada professor isolado em sua disciplina, em sua sala de aula. O que importa ao poder público não é discutir conteúdo, currículo… Importa o número de aprovação/reprovação. Quer dizer aprovação, número, quantidade, pois isso é o que dá legitimidade às ações governamentais. E a qualidade? Existe o louvável esforço de incluir no ensino regular os alunos com necessidades especiais e, dentro dos limites, estamos tendo sucesso nesse trabalho. E como fica a situação dos demais alunos da escola pública, uma vez que ao concluírem o ensino médio apresentam evidentes desvantagens em relação aos alunos da rede particular e, portanto, ficam excluídos das universidades públicas, dos bons empregos…

O ensino fundamental de 9 anos foi implantado de forma estranha. Resultado: criou-se um vácuo na seriação. Este ano (2010) não tem 5° ano. No próximo ano (2011) não haverá 6° ano. Diante do fato, o que vai acontecer com a carga horária dos professores efetivos numa escola, como a nossa, onde funcionam cinco quintas séries? Talvez a solução seja remanejar… Mas remanejar para onde se o fato ocorrerá em todas as escolas estaduais? E onde irão estudar os alunos dos 6º anos oriundos de escolas municipais? Ficarão sem estudar um ano, uma vez que a rede municipal não tem estrutura para absorver esses estudantes? Não seria o caso de se ter bom senso, e havendo a demanda, serem abertas turmas de 6º ano nas escolas da rede estadual? O que nos deixa intrigados é como as redes particulares e a rede municipal fizeram com tranqüilidade a transição dos 8 para os 9 anos sem deixar nenhum vácuo na seriação!…

Outra grave implicação do citado vácuo na seriação diz respeito à aprovação automática, que já foi implantada em algumas séries dos primeiros anos do ensino fundamental. Isso significa que o aluno, independente do que aprendeu ou não, será aprovado. Nós, professores, nos sentimos cada vez mais amarrados frente a tantas leis criadas para defender direitos de crianças e adolescentes, mas que esquecem de mencionar que, para cada direito conquistado, existe um dever a ser cumprido. E agora ainda por cima, não pode reprovar. Que motivação o aluno vai ter para se dedicar aos estudos, se sabe de antemão que independente do que fizer será aprovado? Como vamos cobrar posturas adequadas? Como vamos forjar o caráter da justiça baseado no princípio de que para cada ato existe uma consequência? E frente à complexidade do assunto, é insustentável o argumento de que isso tem a ver com a competência do professor (salvaguardadas as exceções), pois apesar do descaso como somos tratados, buscamos incessantemente estudar, planejar e tornar as aulas atrativas e com qualidade. E mesmo que fosse o caso, por que não implantam a aprovação automática na USP onde estão os melhores professores do Brasil? Fica claro que aprovação automática não tem nada a ver com qualidade…

Nas primeiras séries do ensino fundamental foi decretado que avaliação deve ser descritiva. Em plena era da informatização em que os signos são cada vez mais condensados, preenchem-se folhas e mais folhas, com informações repetitivas, que ninguém, além do professor, irá ler, uma vez que a maioria dos pais não consegue interpretar os tais descritores de cada disciplina. Para que sufocar o professor com tanto trabalho inútil? A avaliação expressa em números é absolutamente clara e transparente, acessível à leitura de qualquer cidadão. Não seria uma forma de mascarar a “real” qualidade da educação de nossa rede estadual? Não seria mais inteligente e “produtivo” que, ao invés de preencher papéis, nós, professores, tivéssemos um processo de formação permanente onde os tais descritores fossem compreendidos e incorporados à nossa prática pedagógica?

Até ano passado, no ensino médio, o aluno reprovado em duas disciplinas poderia frequentar a série seguinte e fazer dependência para ser aprovado nas referidas disciplinas. Então, por decreto, o direito à dependência estendeu-se para as 7ª e 8ª séries. Bem, a escola está gerenciando o efetivo problema criado por tais dependências. Não há espaço físico para todos estes alunos frequentarem aulas no contraturno. Então, por decreto, novamente, acabaram-se as dependências! E os alunos que a freqüentam, deverão terminá-la até a metade do ano. Mais uma vez, decisão tomada e nenhum professor consultado. Mudaram-se as regras no meio do jogo (quer dizer, no meio do ano letivo). Por quê? Ninguém até agora apresentou uma justificativa convincente. Se é assim, por que, nós, professores, pensamos o processo pedagógico, elaboramos PPP e fazemos planejamento? Fica cada vez mais óbvio que tudo isso é perda de tempo. De uma hora para a outra as regras são outras e todo o trabalho que fizemos perde a validade…

O aluno que não atingiu média suficiente tem direito à recuperação paralela. Entende-se como recuperação paralela a revisão de prova e um reforço do conteúdo não apreendido. Isso feito com todos os alunos no tempo normal das aulas. Mas o resultado não está sendo satisfatório, apregoam os especialistas. Então vamos mudar! A partir de agora é assim: o aluno estuda o conteúdo, não atingiu a média; faz recuperação paralela, faz nova prova. Ah, mas ainda não atingiu? Mais uma chance, é claro! Vem à tarde, no contraturno, pois o professor estará ali para dar aulas particulares. Afinal para que servem as horas atividades? Lógico, não é para nós nos prepararmos para ministrar aulas de qualidade, ler, estudar, fazer avaliações e correções inerentes ao processo pedagógico. Pouco importa o conjunto! É preciso recuperar, recuperar, recuperar… E alguns ainda têm a audácia de exigir que a hora atividade deve ser cumprida exclusivamente na escola! Como conseqüência se instaura a política educacional do faz de conta. Como podemos aproveitar bem a tal de hora atividade em escolas que têm um computador para 40 professores, uma biblioteca sempre movimentada, uma sala de professores sem nenhuma possibilidade de concentração e barulho, muito barulho. Depois de nos submeter a essa prova insana, voltamos para casa, vamos à nossa biblioteca particular, ao nosso computador, ao nosso silêncio e fazemos todo o trabalho que não foi possível realizar nas horas atividades, inclusive nos finais de semana! Somos heróis da resistência? Até quando? Não é de se admirar que Santa Catarina deixou de ter a melhor educação do Brasil, segundo resultado do IDEB de 2009.

Não estamos aqui afirmando categoricamente que todas essas políticas estejam totalmente equivocadas. O Problema é que elas não levam em consideração a realidade da escola pública catarinense. O processo de recuperação paralela proposto seria pertinente numa escola que funcionasse apenas por um turno (pela manhã) e os professores fossem contratados por 40 horas, sendo que na parte da manhã ministrassem as aulas e à tarde cumprissem a hora atividade, ficando à disposição dos alunos para desenvolver projetos, fazer reforço escolar e recuperação, com espaço físico adequado e material didático suficiente. Mas a realidade não é essa! Especialistas que baixam tais decretos desconhecem o que é o chão da sala de aula com todas as mazelas, violência, desinteresse e por vezes a solidariedade e a genialidade que brotam mesmo num terreno tão hostil. Isso sem falar na superlotação de alunos e na precariedade do espaço físico! São as contradições sociais que ganham contorno no ambiente escolar e, inevitavelmente, se confrontam. E o professor mediador precisa dar conta do seu conteúdo, educar (porque, em muitos casos, já foi o tempo em que educação vinha de casa) e recuperar o que as outras instituições sociais não deram conta…

Então fica a dúvida: o poder público acredita que nós faremos o “milagre”, ou simplesmente não confia em nós e por isso sequer ouve a nossa opinião, nem faz uma leitura crítica da realidade das escolas públicas. O que esperamos do poder público catarinense? Esperamos que tenha discernimento para compreender, respeitar e apoiar a multiplicidade de experiências pedagógicas realizadas em nossas escolas, que saiba conviver com as diferenças, que incentive e pratique o diálogo e a construção de diversas propostas pedagógicas.

Queremos que nossos direitos sejam respeitados: formação permanente em serviço, acompanhada de condições concretas como melhoria salarial, progressão na carreira e avanço na escolaridade. Queremos resguardar, assim, a dimensão humana e a dimensão histórica que nos constitui, enquanto profissionais da escola pública catarinense. Uma proposta não se implanta de fora, mas se planta junto, na prática cotidiana e em meio a seus embates, confrontos e divergências. Mediante os fatos aqui mencionados, ainda não está claro para nós, qual é afinal a proposta pedagógica da secretaria estadual de educação e da gerência regional de educação.
Colegas professores, este texto pretende ser o início de uma discussão sobre a educação em Santa Catarina a partir das experiências que vivenciamos concretamente em sala de aula. Temos consciência do nosso papel fundamental na melhoria da qualidade da educação. Não são os prédios (diga-se de passagem, bastante precários), nem tecnologia, nem uniforme… que farão a diferença. Mas o efetivo trabalho do educador em sala de aula. Infelizmente cada vez mais nossa profissão está desprestigiada, sendo menor o número de jovens que desejam ser professores. Diante disso, o que será do futuro? Por isso, não podemos mais deixar de manifestar nossa opinião. E se você concordar conosco, repasse este manifesto para seus colegas professores e outras pessoas interessadas em melhorar o nível de educação do povo catarinense.
Professores(as) da Escola de Educação Básica Dom Orlando Dotti.
Caçador SC, 14 de julho de 2010.