Do ponto ao ponto, todo mundo passa o dedo
Posted in Artigo on março 14th, 2010 by Paulo Moraes – Be the first to commentVocê já ouviu a música utilidade do dedo do Gaúcho da fronteira? Pois é, a Municipallidade caçadorense através da secretaria de Educação resolveu inovar fazendo com que profesores e profissionais abandonem o antigo ponto manual pelo eletrônico, diga-se de passagem, um grande avanço não fosse a maneira como chegou. O tema gerou uma polêmica ainda sem solução e esclarecimento por parte do poder público. Conforme a legislação federal, à excessão dos prfissionais administrativos, os professores devem cumprir a carga horária de 200 horas anuais distribuídas entre as disciplinas da grade curricular, sejam estas horas de 60 minutos ou de 45 minutos. A conta é simples: na disciplina de Língua estrangeira que tem a carga de 60/horas (60 minutos), por exemplo, o professor trabalha 8 horas (60 min.) por mês cumpre-se legalmente esse tempo em 7,5 meses. Caso a distribuição das aulas seja de 45 minutos essa mesma disciplina encerra com 80 horas/aulas num período de dez meses legalmente, também, conforme parecer 5/97 do Conselho Nacional de Educaçao que menciona a ” obrigatoriedade da ministração das horas-auls, a lei está exigindo (artigos 12, incisos III e 13, inciso V) que o estabelecimento e o professor ministrem as horas-aulas programadas, independente da duração atribuída a cada uma”. Portanto, o que devemos fazer é cumprí-las. Por outro lado, no novo formato que a secretaria está nos “impondo” o cumprimento de nossa obrigação é extremamente incoerente. Pela nova dinâmica, nós professores vamos continuar trabalhando aulas de 45 min. e cumprir hora/ atividade de 60 min., pode isso? se as 200 horas/aulas e horas/atividade já foram distribuídas no formato 45 min?… Esta é só uma das incoerências. Na parelha dessa, o desprezo ao servidor (professor) também é nítido, pois, são profissionais com 4, 10, 18 ou mais anos de trabalho nas redes Municipal e Estadual que foi obrigado a se exonerar de uma delas para poder se adequar e isso não teve
nenhuma consideração. Outras situações como a criação de pacotões de aula nas redes de Educação Municipal e Estadual, tornaram a mobilidade dos profissionais um “caos” com (pega todas – aulas – ou nada) como se não bastasse, ainda temos aulas ímpares 1, 3, ou 5 que causa problema na hora de fechar os horários, o número de escolas para completar o mínimo exigido de 10 aulas, distância entre as instituições e tem mais, mas vamos parar por aí. É domingo, e como professor, sem receber por estas horas/atividade, mas com muito prazer pelo que faço devo começar a organizar meu material para a lida da semana porque os professores nunca farão tudo na escola, nem que queiram. Esse debate não cessar! Não vamos deixar que fique a impressão de que somos fracos e despreparados pois, só seremos uma nação soberana quando a Educação (diga-se instituições autônomas inclusive financeiramente e quem pensa a Educação) se tornarem emancipadas e o discurso seja coisa do passado. Um abraço as professoras e professores e boa semana com a utilidade do dedo.
