Archive for junho, 2011

É preciso liderar

Posted in Artigo on junho 16th, 2011 by Leandro – Be the first to comment

Fonte: http://www.portaldaorganização.org.br/?p=6709

* Por Walter Sorrentino

Em ano de entressafra eleitoral, com uma orientação política clara, as diretivas traçadas pelo Comitê Central vêm sendo desenvolvidas em todo o país, com ênfase não apenas na construção do projeto eleitoral 2012, mas igualmente no conjunto da intervenção e fortalecimento da vida partidária. O partido foi pólo ativo no amplo debate nacional sobre o Código Florestal e, igualmente, no Fórum das Centrais Sindicais e na Coordenação dos Movimentos Sociais; há vitórias na atuação sindical com os comunistas no interior CTB, das mulheres no recente Congresso da UBM, no movimento estudantil com o próximo congresso da UNE, e a vitória no Congresso da CONAM, que abrange o movimento comunitário.

Foram realizados encontros nacionais expressivos no tocante à comunicação, às questões de partido e sindical. O Fórum de Movimentos Sociais, o Fórum de Parlamentares que organiza a campanha contra o fim das coligações no âmbito da reforma política, os seminários e atividades da Fundação Maurício Grabois foram todos eventos muito concorridos, com milhares de participantes, e que vêm se reproduzindo nos Estados. Marca saliente é a participação massiva, de certo modo inédita, dos comitês municipais das maiores cidades do país: a orientação nacional está chegando mais aos meandros partidários. As frentes de direção do trabalho internacional, da mídia, saúde, cultura, direitos humanos, meio ambiente, contra a discriminação racial, esporte e todas as demais continuam desenvolvendo ações e elaborações intensivas.

A questão saliente de o PCdoB se apresentar como alternativa política efetiva mobiliza muitos quadros da sociedade.  O propósito de se abrir para a sociedade e para o povo vem provocando um frêmito de expectativa quanto a abrigar lideranças emergentes e dar lugar a uma identidade partidária ainda mais característica de nosso povo. Ao mesmo tempo, o partido vinca a imagem de que pode assumir e cumprir compromissos com os que ingressam tendo em vista um projeto político comum, ao lado do esforço claro de reforçar a estrutura de direções e de vida militante que assegurem a unidade do projeto com a política no posto de comando.

É mais uma relativa mudança de fase, como vem ocorrendo nos últimos anos. As linhas definidas são as responsáveis por esse percurso e elas devem estar no foco dos esforços da direção nacional, por consolidá-las e extrair delas todas as consequências.

Um partido amplo, de múltiplas intervenções, mais influente é, consequentemente, mais complexo de dirigir e unificar. Entre as múltiplas dimensões a alcançar, destaco a que ainda é pouco visível ou assimilada: é preciso liderar com mais intensidade o discurso político-organizativo da vida partidária, como parte da consolidação do papel do PCdoB. A vida mostra que esse é um diferencial dos comunistas, ao tempo em que os partidos políticos em geral estão imersos em grande pragmatismo de curto prazo e dedicam pouca ou nenhuma energia à questão militante.

Por vários anos o discurso do PCdoB nessa matéria acentuou o crescimento das fileiras partidárias: não ser apenas um partido de quadros, mas um partido leninista de quadros e de massa. Isso segue indispensável. Assim, foi um avanço compreender que a construção partidária se efetiva no plano político, ideológico e organizativo, de tal sorte que ela envolve todas essas esferas, necessariamente, em diferentes perspectivas. Para dar conta disso, se constituiu o conceito de estruturação partidária, o qual materializa as linhas políticas da construção em condições concretas.

Essa é linha política de estruturação partidária. A nervatura é a política justa no comando, a identidade partidária e a estrutura organizada; esta se assenta inteiramente na política de quadros e nos pressupostos de vida militante de base. O 7º Encontro Nacional sobre Questões de Partido, realizado em abril último, em São Paulo, produziu orientações claras e renovadas quanto a isso. Como toda linha política, envolve luta por sua assimilação e implementação prática. Esse é o esforço em curso hoje. Nas conferências do segundo semestre estará à prova, para produzir um sistema de direções estaduais mais fortalecidas, apoiadas em comitês municipais mais maduros em cerca de 2.500 municípios e retemperar a militância em toda a extensão. O alvo especialíssimo são as 300 maiores cidades do país.

A questão é que com a maior e diversificada influência do PCdoB, desenvolvendo-se às centenas os quadros partidários, líderes em seus campos de ação, há um relativo vazio quanto a liderar, no interior do partido, o discurso político-organizativo da vida partidária. Essa não é matéria organizativa, mas de todos os dirigentes partidários; não é também “questão interna”, porque o tema partido (ou crise dos partidos) se transformou em debate que alcança parcelas combativas da sociedade.

Hoje compreendemos melhor que antes a questão de integrar decisivamente política e organização, e o de incentivar a liderança do discurso político-organizativo da maior vida partidária. Isso, em suas respectivas dimensões, abrange a todos os quadros, onde quer que atuem. E se os principais líderes políticos e de massa do partido não o encabeçam ou lhe dão sustentação, tanto quanto os presidentes e secretários de comitês, não ganha credibilidade, reduz-se indevidamente a tarefas organizativas esquemáticas e impotentes.

Dos gabinetes ministeriais e parlamentares até as frações de entidades representativas; das direções partidárias às bases que precisam se consolidar em atuação mais regular; da atuação no movimento social até o da academia e instituições da ciência, há sempre novas exigências para melhorar a atuação organizada e unitária dos comunistas. Que sentido tem fortalecer direções se elas não se reúnem regularmente? Que sentido tem ampliar as fileiras se elas não produzem vida associativa dos militantes em formas diversas e regulares de organizações desde a base? Por quê esse discurso deveria ser confinado a uma dimensão meramente “organizativa” e segmentada, ao invés de ser universal, e afirmado por todos? Em várias direções estaduais, hoje, não há quem se disponha a liderar o discurso político-organizativo e, realmente, não há como fazê-lo sem que os presidentes se ponham à frente.

A questão é essa: as lideranças políticas do PCdoB, seus agentes públicos, as lideranças internas, em primeiro lugar os presidentes e secretários de organização, todos precisam se apresentar perante os 300 mil inscritos no Partido, com essa mensagem. Escrever, proclamar, agitar, educar, promover esse esforço. Esse é o legado maior e mais imediato do 7º Encontro, para este momento: reforçar esse discurso e a liderança desse discurso em todo o partido. As conferências são o momento crucial que nos põe à prova nesse rumo e, se vencermos, será outro poderoso fator de avanço do PCdoB e educação da militância. A linha justa se comprova na prática e ela estará submetida ao teste maior no segundo semestre.

* Walter Sorrentino é médico, secretário nacional de organização do Comitê Central

Para PCdoB, mudança na Casa Civil é positiva

Posted in Notícia on junho 8th, 2011 by Leandro – Be the first to comment

Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=156003&id_secao=1

A mudança na Casa Civil, com a posse da senadora Gleisi Hoffmann nesta quarta-feira, no lugar de Antônio Palocci, é vista como uma ação positiva pelo PCdoB, que faz parte da base aliada. Para o presidente nacional do Partido, Renato Rabelo, “a presidente terá melhores condições para aprimorar os seus méritos e exercer plenamente a liderança política necessária à manutenção da coesão da base aliada e a condução consequente de sua sustentação econômica e social”.

O líder do PCdoB, deputado Osmar Júnior (PI), acredita que com a posse da nova ministra, a situação volta à normalidade. Ele também avalia que com essa decisão (de troca de ministro), “a presidente Dilma retoma a orientação da política e promove mudanças substanciais quando recoloca a Casa Civil como gestora, com atuação dedicada à gestão, dando a responsabilidade do acompanhamento político à Secretaria de Relações Institucionais”.

Os líderes comunistas destacam que em recente decisão do Comitê Central Político, no último final de semana, o partido já havia se manifestado sobre essa possível mudança. “A crise na qual estava envolvido o Palocci exigia uma solução que reforçasse a autoridade da presidente Dilma Rousseff, principalmente porque existia um anseio na base de que a solução para a questão fosse encontrada com a maior brevidade possível para que o governo pudesse dar curso ao bom começo de sua gestão”, disse Renato Rabelo.

Osmar Júnior complementa dizendo que “o processo de gestão da presidente naturalmente a levará cada vez mais a ter um governo com sua cara”. E acrescenta: “vai avançando nessa direção”.

A avaliação do PCdoB à indicação do nome da senadora Gleisi Hoffmann também é positiva. Renato Rabelo diz que é uma liderança jovem que surge no Paraná e alia dois aspectos importantes para esse papel para o qual foi indicada: “capacidade técnica e administrativa e goza de grandes predicados políticos, podendo assim contribuir para o avanço do governo na fase atual”.

PCdoB reúne Comitê Central e analisa caso Palocci

Posted in Notícia on junho 6th, 2011 by Leandro – Be the first to comment

Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=155745&id_secao=1

 

O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realiza neste final de semana (4 e 5) sua 7ª reunião plenária. A instância dirigente dos comunistas brasileiros examina extensa pauta, que começa pela análise da conjuntura política.

Na abertura da reunião, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, disse que o sistema de poder mundial evolui no sentido da rápida ascensão da China, da semiestagnação dos EUA e do fortalecimento e crescimento sistêmico do Brics, agora ampliado com a África do Sul. Isto comprova, em sua opinião, que a assertiva do 12º Congresso do partido, realizado em outubro de 2009, de que o mundo encontra-se em transição “é mais do que verdadeira”.

Para Renato, “diante dessa perda gradativa de seu domínio mundial, os EUA apelam cada vez mais para a força das armas a fim de manter sua hegemonia. Obama tira a máscara e mostra quem é e a que veio”.

O presidente do PCdoB reafirmou a compreensão dos comunistas brasileiros de que “a essência do imperialismo não se esconde e na realidade há uma intensificação dos objetivos de guerra dos EUA”.

Palocci deve explicações

A análise da situação nacional começou pela constatação de que a boa avaliação da presidente Dilma nos 100 primeiros dias de seu governo, é seguida, ao se completarem cinco meses, por uma crise, desencadeada pelas denúncias de enriquecimento ilícito e tráfico de influência do ministro chefe da Casa Civil, a partir das evidências de um meteórico aumento de seu patrimônio pessoal e de sua empresa de consultoria. Renato Rabelo considera que o episódio “ainda carece de explicação”.

Agora, o governo está numa sinuca de bico: defende ou demite Palocci, duas situações desgastantes.

Na opinião do presidente do PCdoB, a crise na Casa Civil, assim como a derrota sofrida pelo governo na votação do Código Florestal, revelam debilidades na coordenação política.

Particularmente em relação à votação do novo Código Florestal, segundo Rabelo, “a coordenação política do governo demonstrou inabilidade, arrogância e incompetência e teve uma atuação desastrada”.

Os comunistas avaliam como positivo que a presidente Dilma esteja procurando retomar a iniciativa política, com a convocação do Conselho Político do governo, integrado por 17 partidos. “Dilma apresentou agendas positivas e realizou encontros com parlamentares da base, lançou o plano Brasil sem Miséria, para retomar a agenda afirmativa e positiva. Este plano é o projeto social mais importante do governo e merece apoio do partido”, asseverou Renato Rabelo, que criticou duramente a oposição: “sem rumo, seus paradigmas perderam toda a legitimidade, dividida quanto à escolha do comando partidário (PSDB) e do futuro candidato presidencial para 2014”.

O presidente do PCdoB ressaltou ainda a profunda crise do DEM, que tem perdido muitos quadros parlamentares para o novo partido em formação, o PSD, do prefeito paulistano Gilberto Kassab.

PCdoB: contribuição positiva

Renato Rabelo considera positivo o balanço da condução política do partido. Empenha-se na luta pelo êxito do governo Dilma, para impulsioná-lo na concretização do Plano Nacional de Desenvolvimento, referência programática importante dos comunistas. “Apresentamos opiniões e propostas de política econômica, pelo equilíbrio entre desenvolvimento e estabilidade, por reformas estruturais democráticas, pela reforma política democrática com o aperfeiçoamento do sistema eleitoral e partidário”, assegurou o presidente da legenda comunista, para quem tem sido grande a contribuição do partido nas esferas governamental, parlamentar e nos movimentos sociais.

Renato Rabelo reafirmou a defesa do novo Código Florestal, elogiando o relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), um dos mais destacados dirigentes do partido.

Reforma política

A luta pela reforma política foi um dois pontos mais ressaltados na intervenção de abertura da reunião do Comitê Central. Advertindo para o risco de “grave retrocesso”, se prevalecer a proposta de proibir as coligações nas eleições proporcionais, o presidente do PCdoB evidenciou o caráter da reforma política pretendida pelo partido: uma reforma democrática.

Renato Rabelo aproveitou a oportunidade para informar ao pleno do Comitê Central sobre o consenso inicialmente alcançado pelos quatro partidos de esquerda da base do governo (PT, PSB, PDT e PCdoB), que se reuniram recentemente com Lula: defesa do pluralismo partidário, político e ideológico, do voto proporcional, do financiamento exclusivamente público, da fidelidade partidária, da unificação do calendário eleitoral e da regulamentação de plebiscitos e referendos.

Sobre as coligações proporcionais o PT, embora seja contrário, comprometeu-se a “flexibilizar a posição” e o PSB, depois de reunida sua direção, concordou em apoiar a proposição do PCdoB.

Partido vivo e atuante

O Comitê Central do PCdoB iniciou o debate sobre o projeto eleitoral de 2012. Na opinião de Renato Rabelo, o partido reúne grandes possibilidades de crescimento, inclusive com a eleição de prefeitos em algumas capitais e cidades médias.

“O PCdoB é um partido em crescimento, vivo e atuante”, concluiu.

A primeira sessão de trabalho da 7ª reunião do Comitê Central do PCdoB foi concluída com uma sentida homenagem a Adelino Ramos, o Dinho, militante comunista assassinado em 27 de maio por sicários a serviço de madeireiros e latifundiários.

Da Redação, com informações da Secretaria de Comunicação do Comitê Central do PCdoB